
Nessa altura, já cansado da luta contra o vento, ancorei-me a uma equipa de meio-maratonistas italianos durante 3 ou 4 quilómetros. Passei a andar mais lento, mas ao funcionar num grupo compacto ia conseguindo protecção da ventania. Na Praça do Comércio, senti animicamente a viragem para norte e a aproximação da Almirante Reis. Tinha contado chegar ali um pouco mais poupado.
Junto à Praça da Figueira, encontrei um britânico com uma passada quase gémea da minha. E assim fomos subindo, a correr como se marchássemos, pé esquerdo com pé esquerdo, pé direito com pé direito. Essa rotina permitia-nos não abandonarmos a companhia um do outro. Só que à chegada à Praça do Chile, ele deixaria de conseguir manter o ritmo e eu vi-me novamente sozinho. Justamente na parte mais exigente da corrida.
Daí até ao fim seria cerrar os dentes e tentar não perder a oportunidade de baixar os 100 minutos. O que conseguiria, com a meta a chegar aos 99 e 58 e a trazer consigo um novo recorde pessoal da meia-maratona. Também o tempo de passagem aos 20k seria o melhor de sempre numa manhã que acabou por render, mas que deixaria um sabor a pouco. Repetindo-me aos meus companheiros de pelotão: “aquele vento… com um bocado de menos vento.”
Domingo, 5 de Dezembro de 2010
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