
Nos quilómetros seguintes, foi-se dissipando o receio de que aquela partida descontrolada pudesse comprometer toda a corrida. Não é que tenhamos abrandado para o planeado (aliás, o tempo de passagem aos 10k ficou a meros 25” do meu recorde para aquela distância), mas sobretudo porque me estava a sentir confortável naquela passada mais rápida.
Só a partir do 12º quilómetro é que começámos a andar nas redondezas dos 4:30 de ritmo. Mas o decréscimo no andamento não frustraria o primeiro objectivo do dia: novo PB dos 15k com 65’49” (menos 2’53” do que na Corrida do 1º de Maio de 2010).
Pouco depois começaria o período mais complicado. O retorno em Algés parecia nunca chegar e com o calor a fazer-se sentir, o isotónico na goela e a água na cabeça eram mais que providenciais. Aí, no k18, estava no pior da minha corrida, com o ritmo a cair para os 4:47. Vital era a presença RB um passo à minha frente, com o grande Proença a pautar a moral, a logística e a passada.
Ultrapassado o bidon, passei a visualizar a meta como objectivo. Os ritmos voltavam a melhorar (4:37, 4:31, 4:19…) e, no processo, batia o mais recente dos meus recordes. Há duas semanas conseguira 1:32:19 em Cascais e, desta vez, bastava-me 1:29:00 para fazer a minha melhor marca aos 20k.
Aí, já pouco faltava para ser tri-recordista nesta Meia-Maratona de Lisboa. Com um tempo de passagem de 1:33:46 aos 21.095 metros, retirava 5 minutos e 47 segundos ao meu melhor registo até então e esmagava completamente o meu PB à meia-maratona.
Em comparação com a edição de 2010, este ritmo de 4:26/k dava-me um tempo 9 minutos e 11 segundos mais baixo e uma subida de 764 lugares na classificação geral. Em comparação com a edição de 2010, tenho uma equipa onde se vivem os sucessos e os fracassos dos outros. E onde todos ajudam para que os primeiros aconteçam mais vezes que os segundos.
Domingo, 20 de Março de 2011
Parabéns pelo tempo canhão, o trabalho feito começa a dar frutos.
ResponderEliminarAbraço.