sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Água e Serra



O plano para o passado Domingo falava em 30k em ritmo fácil. E, não, não dizia que pelo meio teríamos a Corrida da Água para fazer. E muito menos prognosticava que haveríamos de chegar à linha de partida com todo o pelotão, a ambulância e o carro-vassoura já a centenas de metros de avanço de nós. Dito da única forma possível: estávamos em último.

Aceitem desde já um conselho: se querem fazer uma sessão de treino calma e se não sabem como escapar ao vosso feitio competitivo não se atrasem no tiro de partida. É que no fim até poderão ter ultrapassado 600 dos 800 e tal concorrentes, mas a razão de ser daquele treino perdeu-se. Enfim, metemos Água.

Essa não será contudo uma preocupação para os 35k e o D+2.800m do II Dura Trail, que se corre amanhã pela Serra da Arrábida. Meter água até poderá ser, mas dificilmente por excesso de velocidade.


Sexta-Feira, 24 de Outubro de 2014

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Vice (também) é nice



No penúltimo Domingo, em Lisboa, marquei o meu segundo melhor tempo de sempre à Maratona.

Neste Domingo, cruzei o rio e com 1:36:32 registei na Moita a segunda melhor Meia-Maratona da minha folhinha. Assim como a segunda mais rápida passagem aos 15k e aos 20k.

Castigado por quase hora e meia de chuva e por um vento que parecia estar de frente mesmo quando vinha de lado, esta não foi a altura para recriminar como ser vice é ser o primeiro dos últimos. Não é. Nem é essa a sensação. Não agora e não nesta Meia-Maratona Ribeirinha, que legitimamente emparelha com São João das Lampas como as meias-maratonas campeãs da genuinidade da Grande Lisboa.

Domingo, 12 de Outubro de 2014

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

"I can get oh satisfaction"



Pela primeira vez uma maratona era só mais um dia na preparação para um objetivo final. No fim do percurso estavam os 80k do Arrábida Ultra Trail. Como treino longo estava para hoje a Rock’n’Roll Maratona de Lisboa.

Esse era o plano. Mas eis que se confirmava o que eu nunca deixei de saber: não tenho defesas para o sortilégio da maratona. E quanto mais se aproximava a data, mais perto eu me sentia de criar um game plan e de encarar estes 42k como um desafio em si.

Quando hoje cheguei junto ao Hipódromo em Cascais havia game plan: andar a 5:20 até ao quilómetro 32 (nos Restauradores) e aumentar sensivelmente o ritmo para fechar em negative split dentro do minuto 225.

No fim, numa manhã onde a satisfaction esteve nas mãos de lil’devils a pingar ferrugem, ao resultado vejo-o com satisfação: se o split não foi o esperado (foi 1:52:21 à meia + 1:53:00 na metade final), a capacidade de gestão em corrida deu boas indicações para os desafios vindos. Para a posteridade fica o registo na mouche de 3:45:21 numa ocasião em que todos os boletins meteorológicos falharam de forma miserável. Felizmente.


Domingo, 5 de Outubro de 2014

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

AUT à vista



Lesionado no primeiro trimestre de 2014, gordo no segundo e resoluto à entrada do Verão: ia fazer para recuperar. Decidi-me assim a complicar a vida com os 80k do AUT. 

Desde então têm-se sucedido as entorses nos trilhos, as semanas com 100k em cima das pernas e o hábito de medir o esforço pelo desnível e pelas horas de treino.

Mas com os treinos estivais também se foram embora 12 quilos de cima do corpo, se ganhou a forma há muito tempo esquiva e se passaram a calendarizar as maratonas como treinos longos.

Novos tempos. A ver como corre. Mas sabe bem.