sábado, 4 de janeiro de 2014

Partir aquilo tudo



Fez ontem dois meses que ouvi um tiro de partida pela última vez. Desde essa maratona no Porto, as minhas corridas têm sido para ortopedistas, fisioterapeutas e unidades de imagiologia.

Neste momento, tenho um relatório de uma ressonância magnética que fala de uma fissura no menisco interno do joelho direito. Tenho uma dor que insiste em não abandonar o meu tornozelo esquerdo de cada vez que subo uma escada que seja. E, desde há duas semanas, tenho uma fratura num dedo do pé direito.

Ao amigo Victor Silva: quando me deste o recibo para levantar o dorsal da Maratona do Porto e lá estampaste um post-it a dizer "PARTE AQUILO TUDO!", não era bem isto que tinhas em mente, certo?!

domingo, 3 de novembro de 2013

Da firmeza à cadeira de rodas




Seis pensamentos:

01. Descobri que no Porto há uma Rua da Firmeza. Como nome, não havia mais perfeito omen. Como primeiro capítulo da estadia no Porto, serviu de endereço ao meu hotel e de arranque para a caminhada até à partida para a 10ª Maratona do Porto EDP.

02. Detesto ruas com paralelepípedos. E as ruas com paralele- pípedos detestam-me a mim. De Lisboa a Cascais, do Porto a Matosinhos, eles parecem desnivelar-se quando me vêm chegar. E como eu só não faço entorses em passadeiras rolantes de aeroporto, hoje aos 12k já andava a mendigar por spray nas ambulâncias.

03. E aos 28k também (nota: foi má demais a perspetiva de ir arrastando as minhas dores até Gaia sabendo que ainda tinha que fazer retorno até à mágica Ponte Dom Luís).

04. Depois de 4 quilómetros e tal finais onde já o joelho se juntava ao tornozelo nas queixas, cruzei a meta ainda à procura de spray para me ajudar a conduzir até Lisboa. Resultado: despacharam-me para uma cadeira de rodas e deram-me ordem de marcha para o posto médico.

05. Fugi. Não gostei da ideia. Afinal tinha feito a minha 4ª melhor maratona de sempre (parêntesis: foi um mais que medíocre 4:00:48 e foram só 5 maratonas até hoje, mas há que ficar feliz a cada momento que se cruza uma daquelas metas aos 42,195).

06. Não vi uma relação de causa/efeito em ter feito a Maratona de Lisboa há cerca de um mês atrás. Nunca me senti preso, nem dei por dores musculares acima do normal.

Nota final e que era injusto deixar calada: hands down, a melhor maratona de estrada do país.

Domingo, 3 de Novembro de 2013