domingo, 18 de novembro de 2012

A velha conhecida



Chamaram-lhe Avenida José Afonso e, descontando o mau uso da analogia, é uma rua que se atravessa com a sensação de que a morte saiu a rua.   

Para mim sempre será a Rampa da Apelação. A esperar sarcasticamente o meu sofrimento e a prolongá-lo mais uma centena de metros quando parece que a luta está terminada. Enfim, uma velha conhecida que eu já não encontrava há ano e meio e que hoje se cruzou no meu treino de 23k.


Domingo, 18 de Novembro de 2012

sábado, 17 de novembro de 2012

De número em número



Há doze meses chegaram os oitenta quilos de peso. E porque não corria nem fechava a boca, assim foram continuando. Até que hoje a balança marcou 79,800 kgs. Sim, são apenas 200 gramas que rapidamente se recuperam com uma refeição. Mas, sim, é também uma leve conquista anímica.  

Já ontem, a tarde no Monsanto tinha sido de compensações. Num percurso onde treino normalmente o desnível positivo, a chuva e a escuridão só convidava mesmo os atletas a sair. Para mim, foi uma sessão ao ritmo de 5:18, quando em Setembro tinha sido de 5:46 e em Agosto marcara os 6:45.  

Enfim, já foram piores os números.


Sábado, 17 de Novembro de 2012

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

3/73


Primeiro, vieram a Vasco da Gama, Almeirim e Nazaré. Agora, "a ver", como eles dizem.


sábado, 6 de outubro de 2012

Ir conseguindo.



Em Abril de 2011 começou o contra-ciclo: as lesões, os planos de treino interrompidos a meio e, sobretudo, a inversão de prioridades. Infelizmente, tudo isto não foi só um período. Foi uma travessia que durou até Setembro de 2012.

Entretanto, voltei a treinar com regularidade. Contudo, são diferentes os objetivos. Por exemplo, o de Domingo passado era não fazer a minha pior Meia-Maratona de sempre. Consegui, mas andou muito perto de chegar a ser verdade. Arranquei muito rápido (sim, também o sentido tático se perde com o tempo) e só consegui o que queria no mesmo momento em que recuperei algo que há mais de um ano se tinha ido embora: a capacidade de sofrimento.

De sofrimento se vai voltar a falar daqui por 3 semanas. Falarão o António Castanheira Alves, o Alexandre Botelho, o Rui Lacerda, o Luís Antunes, o Rui Falhas Santos e outros mais que estarão em Frankfurt para limpar mais 42k de vida.

Relembrei-me do bando depois de ter visto algo que me fez lembrar o António e o Alex. E vocês, ainda se recordam?


Sábado, 6 de Outubro de 2012

domingo, 2 de setembro de 2012

“Que bonito que é dois homens a preparar uma maratona”


Não sei bem se foi esta exatamente a frase. Nem sei o António (Castanheira Alves) e o Rui (Falhas Santos) acharam que eu estava no gozo. Mas, enquanto eles se afastavam para o resto de 30k que os deixariam mais perto de Frankfurt, não só era verdade como era mesmo emocionado.


Hoje em dia sou um reiniciado inseguro de conseguir despachar 15 ou 16k. Mas cada vez que – como ontem – faço uma visita aos meus RB’s, sinto acender-se todo aquele filme de líquidos e meias de compressão às manhãs de Domingo.

Tinha colegas que se perdiam de paixão pelos treinos de séries. Já para mim, eram as 3 horas e tal dos treinos longos. E, nesta manhã, enquanto eu fazia o retorno para Santo Amaro e eles se deixavam continuar a caminho de Cascais, até inveja deu. Inveja e determinação: vou começar a pôr os 42k em perspetiva. Mas, para já, é perder as mamas que tenho na fotografia (não, não é silicone) e a ver se me preparo para os 21 do Rock’n’Roll.


Domingo, 2 de Setembro

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Cheiro a treino


Este ano corri 50 vezes, sendo que 6 das vezes foram corridas organizadas. Uma de 15k, quatro de 10k e até um troço de 5k na Estafeta Cascais-Lisboa. Foram oito meses sem plano nem organização, o que significa que continuo gordo e lento.

Mas ontem houve mudança. O mês de Agosto já tinha começado com o meu filho Afonso (7 anos) a correr com o pai durante improváveis 44 minutos consecutivos pelas areias de Tróia. O que eu não calcularia seria que o mês havia de chegar ao fim comigo a fazer séries no Parque das Nações.

Fiz as contas: há 11 meses e uma semana que eu não me matava num treino de séries. Significará isto que vou levar a coisa a rigor e me apresento em condições mínimas à partida da Meia-Maratona do Rock’n’Roll? Aqui não há grande segredo. Como diz o amigo Victor Silva: “isso quer é continuação.”


Quarta, 30 de Agosto

sábado, 7 de abril de 2012

O penetra

Como a Rita ainda não me expulsou da base de dados RB, soube que o pessoal ia estar ontem de manhã no Centro de Alto Rendimento do Jamor. E, feito descarado penetra, fui. Fui e amei. Não se pode deixar de amar aquela gente e os momentos com eles.

Já destacados do grupo que estava a estafar-se com séries, foram apenas 6 quilometrozitos com o fantástico António Castanheira Alves e com a extraordinária Susana Almeida. Nem mesmo a visita da ambulância mandou abaixo a moral.

A injeção de moral manteve o efeito e hoje voltei para o alcatrão para 15k pelo Parque das Nações. Para alguém em regime de semi-aposentadoria foram mais 84 minutos de verdadeiro luxo.


Sexta, 6 de Abril e sábado, 7 de Abril de 2012

Mais um regresso (até ao próximo)

Desde Abril de 2011 que ando em modo de regresso. Primeiro, regressei da Marathon de Paris e mais tarde regressaria dos planos inacabados de participação nas Maratonas do Porto e de Lisboa. Pelo meio, também regressei de insólita lesão pelo joelho.

Porque a minha última prova tinha sida o Destak em Setembro, agora regressei mais um pouco para fazer a 9ª Corrida de Solidariedade ISCPSI / APAV. Há um ano tinha feito por ali os 41:41 que são o meu recorde aos 10k, desta vez cheguei à Praça do Império aos 53:38.

Mesmo depois deste interregno de provas e treinos e dos 12 kgs que entretanto chegaram para cima do meu corpo, foi magnífico voltar a uma corrida. Nos dias de hoje, não há qualquer velocidade nem capacidade de sofrimento, mas correr com cinco centenas de companheiros continua a ser a mais apaixonante atividade que se pode fazer a um Domingo de manhã.


Domingo, 1 de Abril de 2012