domingo, 2 de setembro de 2012

“Que bonito que é dois homens a preparar uma maratona”


Não sei bem se foi esta exatamente a frase. Nem sei o António (Castanheira Alves) e o Rui (Falhas Santos) acharam que eu estava no gozo. Mas, enquanto eles se afastavam para o resto de 30k que os deixariam mais perto de Frankfurt, não só era verdade como era mesmo emocionado.


Hoje em dia sou um reiniciado inseguro de conseguir despachar 15 ou 16k. Mas cada vez que – como ontem – faço uma visita aos meus RB’s, sinto acender-se todo aquele filme de líquidos e meias de compressão às manhãs de Domingo.

Tinha colegas que se perdiam de paixão pelos treinos de séries. Já para mim, eram as 3 horas e tal dos treinos longos. E, nesta manhã, enquanto eu fazia o retorno para Santo Amaro e eles se deixavam continuar a caminho de Cascais, até inveja deu. Inveja e determinação: vou começar a pôr os 42k em perspetiva. Mas, para já, é perder as mamas que tenho na fotografia (não, não é silicone) e a ver se me preparo para os 21 do Rock’n’Roll.


Domingo, 2 de Setembro

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Cheiro a treino


Este ano corri 50 vezes, sendo que 6 das vezes foram corridas organizadas. Uma de 15k, quatro de 10k e até um troço de 5k na Estafeta Cascais-Lisboa. Foram oito meses sem plano nem organização, o que significa que continuo gordo e lento.

Mas ontem houve mudança. O mês de Agosto já tinha começado com o meu filho Afonso (7 anos) a correr com o pai durante improváveis 44 minutos consecutivos pelas areias de Tróia. O que eu não calcularia seria que o mês havia de chegar ao fim comigo a fazer séries no Parque das Nações.

Fiz as contas: há 11 meses e uma semana que eu não me matava num treino de séries. Significará isto que vou levar a coisa a rigor e me apresento em condições mínimas à partida da Meia-Maratona do Rock’n’Roll? Aqui não há grande segredo. Como diz o amigo Victor Silva: “isso quer é continuação.”


Quarta, 30 de Agosto

sábado, 7 de abril de 2012

O penetra

Como a Rita ainda não me expulsou da base de dados RB, soube que o pessoal ia estar ontem de manhã no Centro de Alto Rendimento do Jamor. E, feito descarado penetra, fui. Fui e amei. Não se pode deixar de amar aquela gente e os momentos com eles.

Já destacados do grupo que estava a estafar-se com séries, foram apenas 6 quilometrozitos com o fantástico António Castanheira Alves e com a extraordinária Susana Almeida. Nem mesmo a visita da ambulância mandou abaixo a moral.

A injeção de moral manteve o efeito e hoje voltei para o alcatrão para 15k pelo Parque das Nações. Para alguém em regime de semi-aposentadoria foram mais 84 minutos de verdadeiro luxo.


Sexta, 6 de Abril e sábado, 7 de Abril de 2012

Mais um regresso (até ao próximo)

Desde Abril de 2011 que ando em modo de regresso. Primeiro, regressei da Marathon de Paris e mais tarde regressaria dos planos inacabados de participação nas Maratonas do Porto e de Lisboa. Pelo meio, também regressei de insólita lesão pelo joelho.

Porque a minha última prova tinha sida o Destak em Setembro, agora regressei mais um pouco para fazer a 9ª Corrida de Solidariedade ISCPSI / APAV. Há um ano tinha feito por ali os 41:41 que são o meu recorde aos 10k, desta vez cheguei à Praça do Império aos 53:38.

Mesmo depois deste interregno de provas e treinos e dos 12 kgs que entretanto chegaram para cima do meu corpo, foi magnífico voltar a uma corrida. Nos dias de hoje, não há qualquer velocidade nem capacidade de sofrimento, mas correr com cinco centenas de companheiros continua a ser a mais apaixonante atividade que se pode fazer a um Domingo de manhã.


Domingo, 1 de Abril de 2012

sábado, 7 de janeiro de 2012

Flight 1987

(It was 10:35 on a lonely friday night
She was standin' by the bar
Hmm, she was lookin' alright, yeah)

Poucas, muito poucas foram as vezes que saí para treinar com phones nos ouvidos. Mas ontem, para me defender de uma dor no pé que esqueço quando me distraio, levei música. E, como noutras longínquas sextas-feiras à noite, tudo se foi fazendo em redor do som.

Hoje, com mais 8 quilos do que é hábito em períodos de treino regular, corro mais lento. O esforço em corrida até é igual ao dantes, mas por um imperativo lógico demora-se mais para transportar este estômago, rabo e coxas. Assim, várias vezes, dou por mim a achar que vou a 4:30 de ritmo e na verdade o Garmin marca 5:15.

Mas, ontem, já depois de consumidos 75 minutos pelo alcatrão, voei.

(And I said, baby don't waste your time
I know what's on your mind
I may be qualified 4 a one night stand
But I could never take the place of your man)

Prince de 1987 em constante loop. E voei. Só faltava mesmo fechar os olhos.


Sexta-Feira, 6 de Janeiro de 2012

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O Processo

Assim como um recém-divorciado procura na velha agenda telefónica o número daquela ex-namorada linda de lábios carnudos, eu tento sair para a rua com o mais composto dos equipamentos. É para dar a ideia que ainda tenho um lugar no esquema. Faz-me parecer menos um jogger e mais o atleta que ainda este ano terminou uma grande maratona internacional.

Enfim, faz parte do processo de recuperação. : “O meu nome é Zé, sou um obeso com 84 quilos e tirei dez minutos ao meio ao meu último treino de 15k”.


Quinta-Feira, 29 de Dezembro

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Não, não era o Nicolau.

A barba é grisalha, a barriga é proeminente e estava vestido de vermelho. À primeira podia ser o Pai Natal. Um mais desatento até acharia estar a ouvir um “Oh! Oh! Oh!”. Mas, não. Era mais provável que fosse eu a tossir enquanto fazia a mais longa corrida desde há três meses.

Domingo, 25 de Dezembro

sábado, 24 de dezembro de 2011

Um e os Outros

Era uma da manhã no Parque das Nações. Aquecer a mão por debaixo do soutien dela parecia um bom modo de lutar contra o frio. Procurar numa Brahma um pouco daquele país que ficou longe também era um plano. Ou o Casino, por exemplo, com aquele calor que parece uma dolente massagem nas têmporas. E era assim que os outros se iam ocupando, quando não estavam a olhar para os meus calções e a fazer um gesto arrepiado de quem tinha descoberto um cubo de gelo entre os dentes.

Com um rabo que poderia ser de uma caribenha de meia-idade e um ritmo que só a contragosto baixava dos 6 minutos por quilómetro, ali passava eu. Era uma da manhã no Parque das Nações. E eu, sem ponta de velocidade, descubro a paz na corrida.


Sexta-Feira, 23 de Dezembro

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Chegar a casa transpirado

Ontem corri 15k. Arrastando duas pernas que este ano só fizeram meia dúzia de provas, tive que passar a trote durante 3 vezes (a primeira delas logo ao quatro quilómetro). Acabei com 95 minutos. No red line.

Hoje, tirando o fato de parecer estar a correr por Canary Wharf e não pelo Parque das Nações (sim, o nevoeiro) nada houve de especial. Mas tinha que dizer que há mais de 3 meses que não entrava em casa transpirado durante dois dias seguidos.


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

À Castro

Há vinte e tal anos, eu achava uma completa parvoíce em ver o Pedro Jaime usar os fins de tarde para ir treinar para a Meia da Nazaré e outras provas cujos nomes só ficaram nas memórias da velha guarda. Desde há um par de anos coube-me a mim inverter os papéis e passar a utilizar as minhas horas a cansar-me pelo asfalto.

Até ao momento em que hoje coincidimos na linha de partida para a IV Corrida da Linha Cascais Destak. Eu já trazia 11 mil e 700 metros desde a Baía de Cascais quando nos cruzámos e a partir daí foram 10k em conjunto para fazer o caminho de regresso à Baía. Como já disse o Pedro, à irmãos Castro, pois até cedemos à mariquice de fazer a meta lado a lado, mão com mão. Por uma vez, o resultado não me interessou minimamente. Já o tipo de barbas mostrou que quem sabe nunca esquece.


Domingo, 18 de Setembro de 2011