sábado, 7 de janeiro de 2012

Flight 1987

(It was 10:35 on a lonely friday night
She was standin' by the bar
Hmm, she was lookin' alright, yeah)

Poucas, muito poucas foram as vezes que saí para treinar com phones nos ouvidos. Mas ontem, para me defender de uma dor no pé que esqueço quando me distraio, levei música. E, como noutras longínquas sextas-feiras à noite, tudo se foi fazendo em redor do som.

Hoje, com mais 8 quilos do que é hábito em períodos de treino regular, corro mais lento. O esforço em corrida até é igual ao dantes, mas por um imperativo lógico demora-se mais para transportar este estômago, rabo e coxas. Assim, várias vezes, dou por mim a achar que vou a 4:30 de ritmo e na verdade o Garmin marca 5:15.

Mas, ontem, já depois de consumidos 75 minutos pelo alcatrão, voei.

(And I said, baby don't waste your time
I know what's on your mind
I may be qualified 4 a one night stand
But I could never take the place of your man)

Prince de 1987 em constante loop. E voei. Só faltava mesmo fechar os olhos.


Sexta-Feira, 6 de Janeiro de 2012

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O Processo

Assim como um recém-divorciado procura na velha agenda telefónica o número daquela ex-namorada linda de lábios carnudos, eu tento sair para a rua com o mais composto dos equipamentos. É para dar a ideia que ainda tenho um lugar no esquema. Faz-me parecer menos um jogger e mais o atleta que ainda este ano terminou uma grande maratona internacional.

Enfim, faz parte do processo de recuperação. : “O meu nome é Zé, sou um obeso com 84 quilos e tirei dez minutos ao meio ao meu último treino de 15k”.


Quinta-Feira, 29 de Dezembro

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Não, não era o Nicolau.

A barba é grisalha, a barriga é proeminente e estava vestido de vermelho. À primeira podia ser o Pai Natal. Um mais desatento até acharia estar a ouvir um “Oh! Oh! Oh!”. Mas, não. Era mais provável que fosse eu a tossir enquanto fazia a mais longa corrida desde há três meses.

Domingo, 25 de Dezembro

sábado, 24 de dezembro de 2011

Um e os Outros

Era uma da manhã no Parque das Nações. Aquecer a mão por debaixo do soutien dela parecia um bom modo de lutar contra o frio. Procurar numa Brahma um pouco daquele país que ficou longe também era um plano. Ou o Casino, por exemplo, com aquele calor que parece uma dolente massagem nas têmporas. E era assim que os outros se iam ocupando, quando não estavam a olhar para os meus calções e a fazer um gesto arrepiado de quem tinha descoberto um cubo de gelo entre os dentes.

Com um rabo que poderia ser de uma caribenha de meia-idade e um ritmo que só a contragosto baixava dos 6 minutos por quilómetro, ali passava eu. Era uma da manhã no Parque das Nações. E eu, sem ponta de velocidade, descubro a paz na corrida.


Sexta-Feira, 23 de Dezembro

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Chegar a casa transpirado

Ontem corri 15k. Arrastando duas pernas que este ano só fizeram meia dúzia de provas, tive que passar a trote durante 3 vezes (a primeira delas logo ao quatro quilómetro). Acabei com 95 minutos. No red line.

Hoje, tirando o fato de parecer estar a correr por Canary Wharf e não pelo Parque das Nações (sim, o nevoeiro) nada houve de especial. Mas tinha que dizer que há mais de 3 meses que não entrava em casa transpirado durante dois dias seguidos.


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

À Castro

Há vinte e tal anos, eu achava uma completa parvoíce em ver o Pedro Jaime usar os fins de tarde para ir treinar para a Meia da Nazaré e outras provas cujos nomes só ficaram nas memórias da velha guarda. Desde há um par de anos coube-me a mim inverter os papéis e passar a utilizar as minhas horas a cansar-me pelo asfalto.

Até ao momento em que hoje coincidimos na linha de partida para a IV Corrida da Linha Cascais Destak. Eu já trazia 11 mil e 700 metros desde a Baía de Cascais quando nos cruzámos e a partir daí foram 10k em conjunto para fazer o caminho de regresso à Baía. Como já disse o Pedro, à irmãos Castro, pois até cedemos à mariquice de fazer a meta lado a lado, mão com mão. Por uma vez, o resultado não me interessou minimamente. Já o tipo de barbas mostrou que quem sabe nunca esquece.


Domingo, 18 de Setembro de 2011

sábado, 17 de setembro de 2011

Na véspera da primeira prova desde há 154 dias

Amanhã, mais de cinco meses depois de me lesionar na Corrida da Liberdade, volto a entrar numa prova.

Hoje, entre a gente amiga da RB, foi o já clássico treino de 3 x 2.700 pelo Monsanto. Que já correu melhor que no Sábado passado, mas que ainda tem que sair do patamar do sofrível. Há-de ser semana a semana. Sem stress.


Sábado, 17 de Setembro de 2011

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Drop out, move on

E o Sábado definiu tudo. Era dia 10, eram 9 horas. Tinha começado a treinar para a Maratona do Porto há mais de um mês e o momento não podia ser mais azedo. Com 3 treinos em 3 semanas, faltava a força e os 3 x 2.700 metros do Monsanto foram a lição que eu precisava. Totalmente sovado,
percebi que era tarde de mais para persistir numa mais que provável falhanço a norte. Foi então que decidi: drop out.

E, quase ao mesmo tempo, tomei a nova decisão: Maratona de Lisboa a 4 de Dezembro. Pela frente, doze semanas de trabalho. Que começariam com 22k no dia seguinte. Arranque às sete e meia da manhã para um Jamor – Parede – Jamor a 5:21 de ritmo médio.

Segunda-Feira com rampas, Terça com séries, Quarta com 16k e hoje em descontração pela Expo seriam as respostas à anterior falta de regularidade. Amanhã é dia de voltar ao Monsanto e de continuar a tentar chegar a bom porto. Mas desta vez em Lisboa. Move on.


Sexta-Feira, 16 de Setembro de 2011

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Contas furadas

Hoje fez-se o terceiro treino em três semanas. Por estas alturas, o PPP (Plano de Preparação para o Porto) devia andar pelos 360 quilómetros corridos. Mas, nas pernas, não tenho mais que 150. Pouco mais que 40% do que seriam as contas certas.

A pouco menos que dois meses do dia da Maratona, se há coisa que eu não sei é onde vou estar a 6 de Novembro.


Quinta-Feira, 9 de Setembro de 2011

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Deuses do Monte Branco

O da esquerda tem 23 anos, já tinha vencido as duas últimas edições da mítica UTMB e este fim-de-semana fez o hat-trick, limpando uma distância de 166k e um desnível positivo de 9.500 metros em 20 horas, 36 minutos e 43 segundos. O da direita estreou-se este ano, deixou-nos orgulhosos com um prodigioso 5º lugar entre 2300 concorrentes e nunca, nunca deixou de ter com ele a Bandeira de Portugal.