sexta-feira, 18 de março de 2011

Alta Categoria

Lembrei-me disto algures durante os 37’ de hoje no Jamor. Em comparação com a preparação para Berlim, estou muito mais sofisticado no que toca a lesões. Para já porque deixei de me queixar (seja como for, há para aqui sempre uma ou outra dor) e depois porque as canelites e as entorses abriram agora espaço para a chegada de um refinado Neuroma de Morton. Meto dinheiro que ninguém tem maleita mais bem baptizada.

Mudando de assunto: Wanjiru e Tadese ao despique na Avenida da Índia? A pena que eu tenho de perder isto na televisão e de ter que me contentar em pelo menos voltar a correr numa prova onde caiu um novo recorde mundial.


Sexta-Feira, 18 de Março de 2011

quinta-feira, 17 de março de 2011

A demolição

Sou um atleta de pelotão. Daqueles que raramente ficam nas fotografias, tão vasta é a companhia que toca ombros comigo à esquerda e à direita. Por isso mesmo, sou dos que ficam super-contentes quando, em pleno túnel de vento de Braço de Prata, conseguem fazer 3:49, 3:50, 3:44 e 3:45 numas séries de 1.000 metros. E porque há muito que andava arredado de tais tempos, posso até dizer que demoli a minha escala.


Quinta-Feira, 17 de Março de 2011

O Mirus

Depois de na Segunda-Feira ter auto-ministrado o treino de técnica de corrida (onde um aluno medíocre se transformou num péssimo professor) e de na Terça-Feira ter abatido 48” de tempo aglomerado em comparação ao último treino de 10x300 metros, marquei para esta Quarta-Feira treino no Estádio Nacional. Foram 12k na companhia de um atleta do passado / amigo da vida toda.

Dantes, quando treinava quase todos os dias, o Pedro nem sequer tinha rabo. Hoje, trinta anos depois, deixou de ser o tipo que melhor vestia umas Levi’s 501. Mas, com 80 quilos, continua a ser tão empenhado na corrida como excelente na prosa.

Depois do nosso treino, decidiu fazer 14 parágrafos a explicar a experiência. Vestiu-os de exagero sobre a minha qualidade e sobre as suas dificuldades, mas sobretudo fez dos nossos 65 minutos um verdadeiro momento. Cá por mim, continuo a achar que ele é o Mirus Yifter dos bloggers portugueses. Um beijo grande e Sexta-Feira é à uma e um quarto junto ao Centro de Alto Rendimento.


Quarta-Feira, 16 de Março de 2011

domingo, 13 de março de 2011

São 30k para fazer Marina do Parque das Nações – Unhos – Sacavém – Moscavide – Marina – Poço do Bispo – Marina

00:53:16 - Passagem aos 10k com ritmo médio de 5:19 (Marina do Parque das Nações – Escola Básica de Unhos).

01:45:14 – Passagem aos 20k com ritmo parcial médio de 5:11 (Escola Básica de Unhos – retorno na Igreja de Unhos – Moscavide – Passeio do Sapal no Parque das Nações).

02:11:05 – Passagem aos 25k com ritmo parcial médio de 5:10 (Passeio do Sapal – Armazém 24 da Matinha).

02:36:02 – Conclusão aos 30k com ritmo parcial médio de 4:59 (Armazém 24 da Matinha – retorno na Doca do Poço do Bispo – Marina do Parque das Nações).

Média final de 5:14 com o melhor quilómetro a ser o último, com um ritmo de 4:39. A ideia era fazer um bom treino progressivo. Por isso, correu bem (e o depósito ainda tinha combustível para prosseguir num andamento certo).


Domingo, 13 de Março de 2011

sábado, 12 de março de 2011

O sortilégio do Monsanto

Estreei-me com 11:07, debaixo de um aguaceiro piorei para 11:16 e pensando que estava a fazer a melhor do dia acabei com 11:17. Em suma, não há modo de ter uma experiência completa nestes 2.700 metros de Monsanto. Salve-se que, não tendo conseguido meter velocidade na corrida, consegui desta vez uma relativa regularidade nos ritmos médios (entre os 4:08 e os 4:11 por quilómetro).


Sábado, 12 de Março de 2011

sexta-feira, 11 de março de 2011

Pelas pistas do Jamor

Hoje, a satisfação veio com a troca do almoço por uma hora a ritmo lento no Estádio Nacional. Da pista de tartan à pista de crosse, passando pela terra batida que circunda a pista de canoagem, fui andando para fechar a um ritmo médio de 5:14.

Como nota à margem e mesmo sabendo que valores mais altos se levantavam, tenho que dizer-te que ficaste a perder e que ias adorar. Tens contudo hipótese de redenção na próxima 4ª Feira, pela hora do almoço.


Sexta-Feira, 11 de Março de 2011

quinta-feira, 10 de março de 2011

"Go, Pre!"

Tem sido uma semana em crescendo, onde no dia a seguir a um belo treino-estilo-montanha-russa voltei à pista para fazer a minha melhor sessão de séries longas (6 x 1.200) desde que estou a treinar para os 42 de Paris.

Com 4:36, 4:37, 4:39, 4:40, 4:34 e 4:37 foi uma difícil subida para um novo degrau. Mas porque quando corremos a nossa mente tem o condão de se pôr em fuga por aí, ajudou ter-me chegado a sentir como um Steve Prefontaine a negociar as curvas da pista: leve na passada e firme no sofrimento.


Quinta-Feira, 10 de Março de 2011 (imagem da autoria de The Happy Rower)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Dose tripla de Asparten, s.f.f.

Desde o princípio de Janeiro que uma boa meia-hora das minhas noites de Terça-Feira é entregue à definição do percurso para o treino semi-longo do dia seguinte. Ontem, enquanto me punha no www.mapmyrun.com a desenhar os meus destinos, meti na cabeça que queria subir. Queria naturalmente 15k equilibrados, mas queria que houvessem umas subidas cabeludas a meter exigência nas minhas pernas.

E assim foi. As subidas estavam sempre a aparecer (em Lisboa é inevitável) o que fez deste um treino de dentes cerrados. Parti do Velho Oriente da cidade, aproximei-me das Avenidas Novas e acabei no Parque das Nações. Foram 16.050 metros para um tempo de 82’ 38” e para sentir que parece estar a ressurgir o que eu já tinha quando há 5 semanas tive que parar por lesão.

Agora, venha uma dose tripla de Asparten, se faz favor. Amanhã há séries de 1.200 metros. E daqui por um mês e um dia há maratona em Paris.


Quarta-Feira, 9 de Março de 2011

terça-feira, 8 de março de 2011

A elite e o pelotão

Para minha surpresa, o Ornelas (no atletismo, quanto maior é o destaque mais se é tratado por um nome apenas) passou no Facebook e deixou um ok ao meu paleio sobre os 20 Kms de Cascais. É curioso ter acontecido agora e especialmente ter sido sobre uma corrida que ele ganhou de goleada. Aliás, estava ele a cruzar a meta e eu a fazer 13.500 metros de prova, só para que se veja a diferença de nível. Diferença esta que não o impediu de deixar um abraço a alguém que não conhece.

Mas isto é o atletismo. Nenhum outro desporto junta tão perto a elite e o pelotão. Como ainda esta manhã, quando na pista do Centro de Alto Rendimento do Jamor o Hermano, o Damião e o Ramos apanhavam a mesma chuva que eu e, por coincidência, faziam quase o mesmo programa (séries de 400). Eles (bastante) mais rápido, claro; eu durante mais tempo (foram 18 voltas à pista).

Last but not least, de cronómetro na mão e chapéu-de-chuva aberto, a Rita Borralho: a prova viva de que, dia após dia, a elite e o fundo do pelotão podem ter a reuni-los um fundo de admiração e ternura.


Terça-Feira, 8 de Março de 2011

De Cascais para o Jamor (com os olhos em Paris)

Depois de uma semana onde os dias de treino foram se desorganizando à custa do trabalho na agência, cheguei a Cascais e aos seus 20 Kms com a sensação de que tudo poderia acontecer: a ferrugem de não treinar desde Quarta-Feira poderia prender-me as pernas ou o descanso dos últimos três dias podia ter-me deixado no ponto certo. Felizmente, tudo andou mais perto deste último cenário.

Com um tempo de 1:08:49 aos 15k (a 7” do meu melhor) e com uma passagem pelos 20k aos 1:32:19 (PB), consegui aproximar-me da tranquilidade anímica que a um mês da Maratona de Paris me tem andado a escapar.

A 29 treinos de entrar num avião para terras de França, muito há ainda por fazer. A recomeçar daqui por umas horas no Jamor, com 18 séries de 400.


Segunda-Feira, 7 de Março de 2011