domingo, 13 de fevereiro de 2011

Deu.

Três momentos e três andamentos caracterizaram os 30k desta manhã. Do arranque no Estádio Nacional até ao fim 2 horas, 37 minutos e 38 segundos depois, a preocupação era só uma: as dores no tornozelo. Conseguiria levar o treino até ao fim ou voltava a abortá-lo, tal como tinha acontecido ontem?

Na primeira fase, foram 9k com a Susana Almeida e o Rui Lacerda. A chuva era intensa na Marginal e o boné foi na mão o tempo quase todo, tal era o vento que nos batia de frente. O ritmo médio foi baixo (5:27/k), mas as palavras da Rita não deixavam dúvidas: “Nem que andes a 6, mas faz os 30 até ao fim sem te lesionares.”

Pouco antes de Carcavelos, surgiria a coincidência da manhã: o Victor Silva andava por ali a meter mais 32k rumo a Barcelona. Por momentos (a Susana e o Rui fizeram retorno um pouco adiante) seríamos quatro RB’s na manhã mais chuvosa e ventosa do ano. No percurso até São João do Estoril, foi o pior da intempérie e altura em que não tive inveja dos 63 quilos que o Victor pesa. Já na volta, Carcavelos marcaria nova separação, dado que eu queria baixar o ritmo dos 5:07 em que andávamos. É que, tirando a chuva que pareciam agulhas na cara, tudo corria de feição. E como eu não queria que um exagero me fizesse utilizar a nota de dez euros que eu tinha no bolso, optei por abrandar nos últimos 10k.

Já sem o Victor e com menos chuva, voltei para o Estádio Nacional com a única preocupação de terminar sem mais do que as dores normais. Nada de especial a dizer, não fosse o Passeio Marítimo de Oeiras me ter reservado uma onda que me aterrou em cima da cabeça. Mas, como não podia estar mais molhado do que o que já estava, foi tudo tranquilo.

No fim, foi treino para ritmo médio de 5:15, o que dada a precaução (muitos esburacados os passeios da Marginal) e o mau tempo, foi registo para me deixar satisfeito. E, sobretudo, deu para passar a tarde sem ter que fazer gelo.


Domingo, 13 de Fevereiro de 2011

sábado, 12 de fevereiro de 2011

?

Em três treinos pós-entorse escassas foram as razões para grande optimismo. Hoje, no Monte da Galega, tudo ia correndo como devia de ser até eu entrar em ritmos de 4:15. Aí regressaram as dores e parei aos 28 minutos de corrida. Com o meu filho Afonso de visita à pista e os amigos Susana Almeida e Rui Lacerda nas séries de 800, ficaram para mim destinados o gelo e as incertezas.


Quinta-Feira, 10 a Sábado, 12 de Fevereiro de 2011

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Reset

Uma semana depois da entorse, voltei a correr. Pelo meio ficavam a amargura de uma solarenga manhã de Domingo a ver os outros correrem e um diagnóstico de que os meus recorrentes problemas no tornozelo esquerdo tinham a ver com um desequilíbrio na bacia. Mas hoje era dia de perceber como é que estava.

Arranquei a medo (“então vá, começo quando passar por aquele Fiat”) e rapidamente percebi que nenhuma das dores no meu corpo era incapacitante (quem corre tem sempre dores). E então fui. Durante 32 minutos. E amanhã irei de novo. Aos poucos para não estragar nada.


Quarta-Feira, 9 de Fevereiro de 2011

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Em suspenso

Treino de 18k. Interrupção aos 1.300 metros. Entorse no tornozelo esquerdo. RICE. Treino para Paris em stand-by.


Quarta-Feira, 2 de Fevereiro de 2011

Mais coisa menos coisa

Num dia foi o skipping e outros exercícios do género no Monte da Galega. No outro foi uma prova de esforço numa clínica médica. Não chegou a ser atletismo, mas não deixa de ser corrida, certo?


Terça-Feira, 1 de Fevereiro de 2011

domingo, 30 de janeiro de 2011

Variação de flanco

Com o Fim da Europa chutado para canto, optei por fazer uma variação de flanco nos meus 26k de hoje. Assim, em vez de correr num percurso sem desníveis, propus-me a aproveitar o sobe-e-desce de Lisboa e a tentar que o ritmo não sofresse muito com isso. Do arranque na Picheleira até ao retorno na Doca de Belém iam 13k, sendo que os três primeiros eram a descer. Como o regresso era feito pela mesma rota, tal significava que os últimos 3k do treino iam ser a subir.

No fim houve sofrimento, mas numa manhã esplêndida que trouxe para a rua as famílias e os pescadores, o crono acabou por sobrepôr-se às minhas expectativas. Registando o melhor tempo de passagem de sempre ao k25 e concluindo em 2:09:21 para um ritmo de 4:58, tudo ficou para já dentro dos parâmetros.


Domingo, 30 de Janeiro de 2011

sábado, 29 de janeiro de 2011

Sol no Monsanto

Há um mês que comecei a preparar a Maratona de Paris e há 14 dias que treino ininterruptamente. Hoje regressei ao Monsanto para as minhas três voltas num percurso de 2.700 metros. Feitos ao sol e a 11:34, 11:23 e 11:16, confirmaram que o Sábado começa a albergar um dos meus treinos preferidos.

Sábado, 29 de Janeiro de 2011 (fotografia da autoria de Ivo Gomes)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Cavalo

À hora a que devia estar a terminar o meu treino de 60 minutos em ritmo lento, estava às voltas com uma traição fisiológica. Como mais vale nada dizer sobre o meio-treino e sobre o restante, é o dia certo para apresentar (a quem não conhece) o cavalo de corrida que em Maio do ano passado se estreou nos 10.000 metros e no processo fez a figura que se vai poder ver. Chama-se Chris Solinsky e é o tipo que está de meias de compressão. Última nota: tem que ser visto com som alto.


Sexta-Feira, 28 de Janeiro de 2011



quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Mais do mesmo

Na pista do Centro de Alto Rendimento do Estádio Nacional não foi alto o rendimento. Em nove séries de 800 metros, os registos de 3:02, 3:06, 3:15 (distrai-me com o Francis), 3:06, 3:07, 3:03, 3:04, 3:06 e 3:06 marcaram alguma regularidade, mas insistiram em deixar-me pouco satisfeito.


Quinta-Feira, 27 de Janeiro de 2011

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Deram cabo dos trilhos

“Isto aqui há uns 40 anos eram só hortas” era uma frase recorrente para os velhos do meu bairro caracterizarem a loucura desenfreada de novas urbanizações que iam nascendo em Lisboa.

Hoje, ao fazer Expo Sul – Vale Formoso – Zona J de Chelas – Quinta dos Ourives – Madre de Deus – Beato – Xabregas - Quinta dos Peixinhos – Paiva Couceiro – Vale de Chelas – Estrada de Chelas – Olivais Sul – Marechal Gomes da Costa – Poço do Bispo dei por mim a pensar que se estivesse a correr estes mesmos 16k (1:26:16) em 1971 talvez um terço ou mesmo metade do percurso fosse em terra batida. Ou lavrada.


Quarta-Feira, 26 de Janeiro de 2011 (foto da autoria de Isabel Cruz)