sábado, 11 de setembro de 2010

O tempo

Há semanas em que o tempo não chega para tudo. Não chega para lidar com o pessoal da agência, mimar os clientes, orientar um filho de 5 anos, aconchegar uma filha de 5 meses, ajudar a mulher e ainda por cima conseguir.

Esta semana, a última antes de férias, resultou assim em não ter conseguido fazer mais que 2 dos 6 treinos programados (umas séries de 4 x 1.000 na Quinta-Feira). Mas a partir de hoje isto muda.

Pela frente duas semanas de férias que serão de família, de praia, enfim de lazer, mas que também serão a modos que o meu estágio de altitude em plena Costa Alentejana. Daqui a umas seis horas acordo (tenho o péssimo hábito de dormir pouco) para 25k por Tróia. E, ao princípio da tarde, vou-me ali chegar ao Bico das Lulas para receber os admiráveis ultra-maratonistas que ali completam 43k de corrida (ou algo parecido) pelo areal. Vou ficar de olho num pessoal amigo que se vai meter nesta luta. Tenho fé que todos saiam de Tróia com mais um excelente capítulo para contar. Bem que eles merecem, bem que têm o valor.


Quinta, 29 de Julho de 2010

Alerta vermelho

Em dia de alerta vermelho em Lisboa, esperei pelas 6 da tarde para fazer o meu Parque das Nações – Unhos – Parque das Nações. Não foi fácil puxar 20k pelo esqueleto nem beber água quente, mas se há treino que não se falha é o Longo de Domingo.

No fim, o Garmin marcou 1:51:10, o que resultou num ritmo de 5:33. E enquanto alongava, lembrei-me de uma manhã de Janeiro no Jamor onde um grupo de companheiros do pelotão se queixava das temperaturas negativas. Enfim, pus-me a pensar que jeito daria agora que voltassem a abrir a porta do frigorífico.


Domingo, 25 de Julho de 2010

Ao treinar em casa

Pensamento ao fim de meia-hora em cima de uma passadeira: “5.500 metros e nem uma miúda de rabo-de-cavalo ao vento”.


Sexta, 23 de Julho de 2010

Aos 330k

Tenho 40 anos de vida e 14 meses de corrida. Com estes números, é rigoroso dizer com total certeza que há pouco tempo atrás a ideia de fazer uma maratona era para mim tão remota quanto subir o Kilimanjaro. No entanto, numa das voltas da vida, acabei por me inscrever nos 42k de Berlim.

Hoje, em plena preparação, dou por mim a correr onde outros apanham sol ou a passar a arfar à vista da sombra das esplanadas. Neste momento já levo 330k nos ténis e até ao fim de Setembro ainda muitos mais me esperam. No meio deste somatório, há dias que deixam dores e outros que deixam marcas. Para mim, Domingo foi um destes últimos. Foi uma manhã onde fiz 35k e onde pela primeira vez tive verdadeiras sensações sobre a maratona (talvez por não faltarem mais que 7.000 metros para lá chegar ou por ter descoberto um novo andar – entre o cambaleante e o espasmódico - quando parei de correr).

Mas, sobretudo, foi um treino que me deu confiança. Confiança para depois de ontem ter despachado uns corriqueiros 45 minutos em ritmo lento, hoje me ter sentido realmente sólido ao longo de hora e meia de subidas e descidas pelo Monsanto.

Enquanto fazia os últimos metros do total de 16.270, apercebi-me do formigueiro nos meus gémeos. Soube-me bem. Foi aí que me lembrei da palavra “sólido”. Foi aí que me senti a entrar em forma.


Quarta, 21 de Julho de 2010 e Quinta, 22 de Julho de 2010

Matemática

  • Parque das Nações, 18:33
  • 20’ RL ao andamento de 5:23/km
  • 6 x 800 metros aos tempos de 3:13, 3:20, 3:15, 3:19, 3:07 e 3:21 (séries pares com vento desfavorável)


Terça, 20 de Julho de 2010

Cheiro a maratona

Nunca tinha corrido 35k. Nunca tinha chegado ao fim do treino com um andar novo. Na verdade, nunca um treino me deixado tão dentro do sentimento de maratona.

Pelas sete e meia da manhã, parti da Marina do Parque das Nações para fazer 17,5k até ao Dafundo e voltar. Era o treino que marcava o início da Semana 6 do Plano de Treinos e no total durou 3 horas, 17 minutos e 57 segundos.

No fim, fiz os meus alongamentos, utilizei a minha nota de 5€ para comprar um litro de Vitalis e, ao chegar a casa, entretive-me durante cerca de uma hora a vomitar toda a água que tinha entrado.


Domingo, 18 de Julho de 2010

Das três uma...

Ontem fiz uma hora em ritmo lento, hoje corri uma hora em fartlek com ritmo progressivo na segunda secção de 20 minutos. Ontem corri 10.550 metros, hoje corri 11.060 metros, o que não deixa de ser um diferencial anormalmente próximo.

Como o spot (praias na Marginal) e a hora (almoço) foram os mesmos, das três uma: ou ontem o ritmo lento podia ter sido mais lento ou hoje os ritmos lentos foram mesmo muito lentos ou hoje ainda o ritmo progressivo não progrediu grande coisa.


Quinta, 12 de Julho de 2010 e Sexta, 13 de Julho de 2010

Treino nº 20

Depois de meia-hora lenta até Braço de Prata, chegou o tempo de dez séries de 500 metros.

Na semana passada, fazer estes meios quilómetros tinha sido de pesadelo, com a melhor marca a ser 2:07 e quase todas as outras a ultrapassarem os 2:20. Desta vez, sem ser de sonho, o vigésimo treino da minha preparação para Berlim fez melhorar significativamente os registos: 1:58 / 2:04 / 2:02 / 2:03 / 2:02 / 2:06 / 2:05 / 2:13 / 2:06 / 2:09.

Uma hora depois, as persistentes dores no calcanhar direito passaram a ter um nome: fascite plantar. “Faça fisioterapia”, disse o ortopedista.


Segunda, 12 de Julho de 2010

M...

06:59 – Take off na Marina de Tróia.

07:23 – Primeiro pit stop. Diarreia.

08:03 – Chegada a Soltróia Rio.

08:14 – Travessia da estrada e entrada na Soltróia Mar.

08:25 – Quilómetro 15. Treino vai a meio.

09:02 – Fim da meia-maratona. Segundo pit stop. Diarreia.

09:14 – Recomeço. Desconforto. Calor.

10:13 – Fim aos 30k. Treino de m…


Domingo, 11 de Julho de 2010

Bife e eucalipto

Alimentado (um belo bife no Vai de Rastos) e aclimatado (do meio-dia para o fim da tarde), saí para o Monsanto. Era dia de Treino de Montanha.

Entre o esquilo que cruza a estrada e o cheiro a eucalipto que nos abre os pulmões, o Monsanto é sempre um spot excelente para subir. Durante 80 minutos deu para relembrar o que é treinar sem a canícula por companhia.


Quinta, 7 de Julho de 2010